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Keep Moving Forward

Filmes do Rocky são puras lições de superação e motivação.  Só quem não assistiu é que não sabe.

Let me tell you something you already know.

The world ain’t all sunshine and rainbows. It’s a very mean and nasty place and it don’t care how tough you are. It will beat you to your knees and keep you there permanently if you let it.

You, me, or nobody is gonna hit as hard as life.

But it ain’t about how hard ya hit. It’s about how hard you can get it and keep moving forward.

How much you can take and keep moving forward. That’s how winning is done!

Now if you know what you’re worth then go out and get what you’re worth.

But ya gotta be willing to take the hits, and not pointing fingers saying you ain’t where you wanna be because of him, or her, or anybody!

Cowards do that and that ain’t you! You’re better than that! I’m always gonna love you no matter what. No matter what happens. You’re my son and you’re my blood. You’re the best thing in my life.

But until you start believing in yourself, ya ain’t gonna have a life.

Pare de Esperar.

Stop Hoping for a Completion of Anything in Life

Most men make the error of thinking that one day it will be done. They think, “If I can work enough, then one day I could rest.” Or, “One day my woman will understand something and then she will stop complaining.” Or, “I’m only doing this now so that one day I can do what I really want with my life.”

The masculine error is to think that eventually things will be differente in some fundamental way. They won’t. It never ends. As long as life continues, the creative challenge is to tussle, play, and make love with the present moment while giving your unique gift.

– David Deida, The Way of Superior Man

(tradução livre : A maioria dos homens comete o erro de pensar que um dia, tudo vai se resolver. Eles pensam, “Se eu trabalhar duro o bastante, então um dia eu poderei descansar.” ou, “Um dia minha mulher vai entender alguma coisa e vai parar de reclamar.” ou, “Eu só estou fazendo isso agora porque um dia eu farei o que eu realmente quero para a minha vida.”

O erro masculino está em pensar que eventualemente as coisas serão diferentes de alguma maneira fundamental. Elas não serão. Isso não vai acabar nunca. Enquanto a vida continuar, o desafio criativo será lutar, brincar e fazer amor com o momento atual, dando a sua maior dádiva.)

E assim começa o livro do David Deida. Agora, eu entendo porque o Gustavo sempre comenta sobre o livro. É um livro daqueles que balança a sua forma de ver as coisas. Recomendo a todos.

– – –

Quantas vezes não enrolamos fazer alguma coisa na vida porque dependemos de outra? Ou porque não temos o dinheiro necessário, o tempo necessário, ou não estamos prontos, ou não é o momento? Quantas vezes escondemos o nosso medo atrás de desculpas (esfarrapadas) que, por mais que na nossa lógica estejamos dando aos outros, estamos dando para nós mesmos?

Como diz no texto, nosso maior erro é essa espera. “Vou esperar terminar a faculdade para fazer isso.” , “Vou esperar ter estabilidade financeira para fazer aquilo.” , “Eu só estou fazendo esse trabalho até descobrir o que eu realmente quero fazer da vida.”, “Vou esperar até ela recolocar a cabeça no lugar para conversarmos.”.

Nosso maior erro está em esperar que o mundo se acerte para fazer o que se deseja. Está em “esperar” que o mundo “SE” acerte. Não há espera. O Mundo nunca irá “SE” acertar sozinho. Sempre haverá alguma coisa pronta a incomodar a gente e que vamos poder usar de desculpa para evitar fazermos as coisas.

Por que? Porque temos medo. Medo de perder. Medo do desafio. É muito mais fácil se esgueirar atrás de desculpas do que encarar de peito aberto o desafio de fazer algo novo, algo complexo. É mais seguro fazer o que todos fazem do que ter que suportar as críticas ao fazer algo que foge do óbvio.

Casar, escolher faculdade, trocar de emprego, comprar a casa, comprar o carro, ter um filho. Se formos esperar ter total segurança para fazer tudo isso, não vamos é fazer nada.

A história sempre mostrou que Grandes Pessoas não se deixaram intimidar por críticas, por dificuldades financeiras, por dificuldades de projetos, por dúvidas. Fazer algo diferente, algo que não estamos acostumados, exige uma boa dose de perseverança, de temperança e de vontade. E algumas vezes um pouco de loucura ajuda também.

O texto do David Deida vai além e diz

Não espere mais. Não acredite no mito de que “um dia tudo vai ser diferente” e faça o que você gosta de fazer, o que você está esperando para fazer, o que você nasceu para fazer, AGORA! (…) Cada momento esperado, é um momento perdido e cada momento perdido degrada a claridade de seus propósitos

Pare de Esperar. É hora de Agir.

Eagle

It is not necessary for eagles to be crows.
– Chief Sitting Bull

It is better to travel alone.

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If you find an intelligent companion, a wise and well-behaved person going the same way as yourself, then go along with him, overcoming all dangers, pleased at heart and mindful.

But if you do not find an intelligent companion, a wise and well-behaved person going the same way as yourself, then go on your way alone, like a king abandoning a conquered kingdom, or like a great elephant in the deep forest.

It is better to travel alone. There is no companionship with a fool. Go on your way alone and commit no evil, without cares like a great elephant in the deep forest.

It is good to have companions when occasion arises, and it is good to be contented with whatever comes. Merit is good at the close of life, and the elimination of all suffering is good.

– Buddha, Dhammapada.

Precisa dizer mais?

Também acho que não.

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Life is too Short

– Então…
– Então…
– Faz tempo, não é?
– É.
– De volta ao velho estilo ultrapassado de papel+caneta?
– Parece que sim.

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Uma praça de alimentação não é bem o local mais indicado para se pensar na vida. Mas, era uma noite de sábado, e ela estava praticamente deserta. Não que ele ligasse pra barulho, estava sempre ouvindo música. Nem tampouco ligava para movimento das pessoas. Até achava engraçado ficar observando o ser humano.

Era uma visão um tanto melancólica, e era isso o que ele achava. Era o que lhe parecia, vendo o mundo pelo reflexo do capacete sobre a mesa. Vendo a si mesmo. Há quanto tempo vinha fugindo disso? Dias? Meses? Anos, talvez.

Fugindo. Tinha se escondido atrás de diversão. Atrás de alienação. Depois, tentara se absorver em faculdade. Em trabalho. Em academia. Pensava que se estivesse cansado demais não iria ter forças para encarar a si mesmo.

Nada. Continuava não dando certo. Diabo, tentara se tornar um tralha. Talvez se virasse um daqueles que tanto odiava, aquele olhar perdesse um pouco do brilho. Um pouco do fio.

Também não deu certo. Era bobo demais até para se tornar um cafajeste. “Nunca serão” e “Certas coisas, nunca mudam” era o que passava na cabeça dele. Não iria conseguir enlouquecer, apesar desta ser uma saída atraente.

Então ali estava.

Olhando o próprio reflexo, veio-lhe uma frase na cabeça. Uma lembrança, um aviso.

Todos vamos morrer um dia.

Já estamos a caminho disso, na verdade.

O reflexo continuava fitando-o com aquele olhar afiado, que gelava a alma. Porém, o reflexo assentiu. “Você tem razão”.

Life is too short, to be little.

Eu não ia postar esse. Esse é mais um daqueles vários posts que eu escrevi, mas que no outro dia não pareciam tão-legais-assim e que estavam indo pro lixo. Ou passaram um tempo pendurados dentro do ‘Rascunhos’. Diferente dos outros, esse eu escrevi em papel. Oldstyle mesmo. Andei com essa folha dobrada no bolso a semana toda. Agora, quando fui jogar fora, resolvi postar 😛

Se transformar no que diz ser

No primeiro texto eu falei sobre alguns tipos de amor e que era possível amar ‘conscientemente’. No segundo texto eu falei sobre como submeter o amor à nossa vontade, sobre ‘tentar amar’ e sobre escutar o próprio coração. Neste texto eu vou falar um pouco mais sobre isso, sobre o que eu fiz nesse tempo de sumiço e vou colocar o gancho pro próximo texto (claro 😉 )

Eu terminei o ultimo texto com uma citação do Castañeda, sobre o ‘camiño con corazón‘. E não foi por acaso. Também não foi por acaso o adjetivo ‘bússola’ que eu usei para o coração.

O coração é um grande aliado na vida. É conversando com ele que podemos nos aproximar do amor. É nessa conversa que podemos sentir ‘Ágape’, que é uma forma de amor muito maior. É nessa ligação interna que podemos auxiliar nossa intuição e nos decidirmos naquelas decisões críticas, que nem sempre envolvem razão. É o coração que vai te ajudar, dando aquele ‘empurrãozinho’.

Eu gosto de pensar no meu coração como uma fonte de respostas minhas. Não são respostas que eu ‘tenho que dar’, nem que os ‘outros esperam que eu dê’, ou qualquer coisa do tipo. São respostas minhas. Baseadas nas minhas experiências, vivências e sentimentos.

Escutar o coração é escutar a nós mesmos. É como se pudéssemos sentar com nós mesmos numa mesa para conversar. Não apenas aquela tagarelice lotada de vai-e-vem dos pensamentos, mas sim uma conversa focada, centrada, concentrada. Com sentimentos. Com amor.

Poder sentar, em silêncio, ouvindo uma música tranquila, deixar a mente tagarelar até cansar, e mesmo depois disso ainda sentir ‘algo’ dentro do peito, dentro de si, é o primeiro passo para sentir o amor por si mesmo. E é através desse que o amor pelo mundo, o amor pela vida e o amor pelas pessoas vai aparecer.

“São conceitos muito novos, você mudou bastante”, me disse um amigo, ao ler os posts aqui. Mas será que são mesmo?

Quem já amou alguém sabe que foi preciso pensar muito na outra pessoa antes de amar. Se for amizade, é preciso convivência e convivência quer dizer pensar no outro. Se for relacionamento amoroso quantas vezes você a olhou antes de se ‘apaixonar’? Quantas vezes pensou nela, conversou com ela ou ‘viajou’ nos pensamentos com ela, antes de efetivamente amá-la?

Amor é sim uma coisa de vontade. A gente é que não percebe isso.

Quando se reúne ao redor da fogueira, conversa com seus companheiros e companheiras. Sabe que as palavras que saem de sua boca ficam guardadas na memória do Universo, como um atestado do que pensa.

E o guerreiro reflete: “Por que falo tanto, se muitas vezes não sou capaz de fazer tudo o que digo? Esta é uma reflexão importante.

E o coração responde: “Quando você defende publicamente suas idéias, terá que se esforçar para viver de acordo com elas”.

E porque pensa que é o que fala, que o guerreiro acaba por se transformar no que diz ser.

– Paulo Coelho

Esse foi basicamente o motivo do meu sumiço. Eu resolvi passar uns tempos me esforçando para sentir, conscientemente, os quatro tipos de amor que eu citei no primeiro texto.

Sentir o fraternal foi o mais fácil. Se aproximar da família, ficar junto, fazer as coisas junto de quem você gosta, nunca é difícil. E sentir essa proximidade no coração, sentir esse amor é o mais simples de se fazer.

Depois eu passei para o filos. Sentir amizade por alguém. Eu escolhi alguém que trabalha comigo. Sabe aquela pessoa que você ‘não vai com a cara’? Que parece que ‘o santo não bate’? Então, escolhi uma moça assim. Nós tínhamos uma série de atividades para fazer em forma de parceria, que envolviam tanto o meu trabalho quanto o dela. Passado o gelo inicial, e me esforçando para sentir por ela ‘amizade’ e não sentir ‘vontade de esganar’ foi fazendo com que o relacionamento fosse melhorando. Ao final da semana eu nem me recordava do problema de relacionamento. Sentir amizade por ela nao foi fácil. Mas parar de sentir implicância, foi mole mole.

Depois passei ao Eros. Esse éimples, não envolve só sentimentos, envolve química. Hormônios. Depois do fraternal, eu digo que esse é o amor mais simples de sentir. Talvez até mais simples que o fraternal, porque nem sempre concordamos com as atitudes de nossos pais e irmãos. Foi interessante observer conscientemente, tentando lembrar de mim mesmo, ver as ações e as reações.

E por fim, eu passei por Ágape. Na verdade, digamos que eu comecei por Ágape, porque, como diz no post abaixo, eu passei por um devaneio, perdido em sentimento e misturando as coisas. Depois de sofrer e desistir de sentir Ágape desta forma, eu consegui sentir Ágape através do Entusiasmo, realizando um sonho. E, ao realizá-lo o Entusiamos do amor-ágape apareceu.

Eu senti os quatro tipos de amor que eu tinha citado e, consegui nessa brincadeira aprender mais sobre mim e mais sobre nós.

Calma. O próximo texto vai falar sobre Ágape, que talvez seja o amor mais complicado desses que eu citei.

E eu ainda digo:

Love is the Law, Love Under Will (Amor é a lei, amor sob vontade)

Caminhos do Coração

Continuando o texto sobre o Amor (leia o começo aqui) podemos sim, submeter o amor à nossa vontade. Coincidência (ou não) no outro dia achei um texto do Gustavo do Não2Não1 em que ele traduziu um trecho do livro David Deida sobre o tema:

“Na prática da Comunhão Íntima, aprendemos que o amor é algo que nós fazemos, não algo no qual caímos dentro ou fora. O amor é algo que você pratica, como jogar tênis ou tocar violino, não algo que você por um acaso sente ou não sente. Se você está esperando para sentir o amor, em um sexo passional ou em uma conversa segura, você está cometendo um equívoco. O amor é uma ação que você faz — e quando você o faz, você o sente. Quando você está amando, outros acham você amável. O amor é uma ação que você pode praticar.”

O meu texto ia mais longe mas este outro é muito, muito mais simples 😉

Mas como conseguir isso? Como conseguir praticar o amor? Simples: Tente.

Isso, você não leu errado. Tente. Experimente Amar. Amar alguém, Amar uma idéia, Amar alguma coisa. É complicado no começo, mas depois pega-se o jeito da coisa.

Eu sei que vai complicar mais ainda o texto mas eu preciso dar outra volta. Como fazer para saber se realmente se o que sentimos por alguém ou algo é Amor? E como fazer para saber se é Fraternal, Filos, Eros ou Ágape?

Sua visão só se tornará clara quando você olhar dentro de seu coração… Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, desperta.

– Carl Jung

Seu coração e apenas ele lhe guiará pela estrada da busca pelo Amor sob a Vontade. Novamente, tente ouví-lo. Experimente. Medite. Sente-se, coloque uma música tranquila para tocar, e apenas se sente. Concentre-se em sua respiração. Deixe sua mente flutuar solta. Deixe-a vagar. Muita coisa irá passar pela sua cabeça. Acontecimentos recentes, sonhos, viagens, decepções, alegrias, tristezas, músicas, coisas do trabalho… deixe sua mente vagar a vontade. Conforme for passando o tempo, ela irá se cansar. E você irá cada vez mais para dentro. Até chegar ao seu coração.

Quando sua mente finalmente se calar, não pergunte. Não force nada. Apenas sinta. Você irá sentí-lo ali. O seu velho coração, que apertava ao ver aquela garota, que pulava de susto naquele filme de terror, que queimava naquele dia excitante. Ele estará ali. Apenas sinta.

Com o tempo, quanto mais você olhar, mais entenderá da linguagem sem palavras que o coração fala. E finalmente entenderá o que a frase do Jung quer dizer. Com o tempo seu coração se abrirá para você. Irá lhe dizer seus medos, receios, temores. Seus sonhos, alegrias e desejos. E apenas a partir daquele momento você estará livre de qualquer risco de traição.

Porque os corações são receosos. Têm medo de sofrer. E costumam “trair” seus donos visando auto-preservação.

Quantas pessoas conhecemos que terminaram relacionamentos repentinamente, sem motivo aparente. Grande parte delas o faz porque o coração as trai. Seu coração fica angustiado, com medo de não poder corresponder o outro. Com medo de perder o outro e sofrer ainda mais. Quantas vezes já ouvimos coisas como “ele me ama demais, eu não mereço isso” ou “não sei se consigo retribuir o que você sente por mim, da mesma forma que você sente”. Os corações têm medo de realizar seus sonhos. Porque não acham que merecem. Porque duvidam da própria capacidade de conseguí-lo. São inseguros. São envergonhados. São inquietos, tagarelas.

Conheça o seu coração. Conheça os sonhos dele. Os temores. Aprenda a falar a linguagem sem palavras. A linguagem do nada. A linguagem do tudo. Conhecer o coração é a melhor forma de evitar a traição que visa a auto-preservação. Traição é uma coisa que não se espera, uma coisa de momento. Se você conhecer o seu coração, jamais irá vir um golpe inesperado.

Nesse momento você conseguirá um poderoso aliado. Seu coração servirá como grande “termômetro” para as coisas, e também como uma grande bússola, que sempre lhe apontará a direção a seguir.

“La consistente preferencia por el camino con corazón es lo que diferencia al guerrero del hombre común. El guerrero sabe que un camino tiene corazón cuando es uno con él, cuando experimenta gran paz y placer al atravesar su largo”

-Castañeda

Outro dia eu falo mais sobre o coração 🙂

Love is the Law, Love Under Will

Vou encarar um texto diferente hoje. Vou falar sobre amor. Sobre amor entre casais, entre amigos e irmãos e sobre fé. Porque eles são tipos diferente de amor, mas no final são a mesma coisa.

Amor é uma coisa que todo mundo já sentiu. É um aperto no peito, um sussuro no ouvido, um sorriso, uma lágrima que sai de repente, um banho de sol, uma tranquilidade, um brilho diferente nos olhos. O mundo parece mais colorido, mais vivo. As coisas parecem que dão mais certo, mesmo aquelas mais prováveis de dar errado.

Amar alguém, amar alguma coisa, amar alguma idéia é a coisa mais legal que tem. Mas amar, não é uma coisa inconsciente. Você não acorda amando alguém. Certas vezes parece que é assim, mas se pararmos para notar esse pensamento já vinha de longe. Amar é um sentimento que está submetido a vontade. Só amamos aquilo que queremos amar. Como diz um dos princípios da Filosofia Thelema:

Love is the Law, Love Under Will (Amor é a lei, amor sob vontade)

Existem vários tipos de amor. Psicologia, Psicanálise e Poesia mostram como as pessoas podem amar das mais variadas maneiras, intensidades e formas. Porém de todos os tipos quatro deles se sobressaem e são os tipos mais básicos e mais fáceis de se perceber. É comum usar palavras gregas para definí-los: Fraternal, Eros, Philos e Ágape.

Fraternal é o amor entre pais e filhos. É o amor entre irmãos. Este é talvez o primeiro amor que todos sentimos e é tido como sendo o amor “natural”, pois existe sem obrigação. É um tipo muito emotivo de amor porque o afeto vem da ligação de família e talvez seja o amor mais comum e difundido. Porém é isso o que o faz complicado porque normalmente o afeto faz com que o amor seja (muitas vezes) cego.

Eros é o amor apaixonado, com desejo e atração sensual. O Amor entre casais. É por Eros que sentimos o aperto no peito, o suor nas mãos, a leveza de estar com alguém que “amamos”. Todos os relacionamentos estão interligados a Eros e todos em um ponto ou outro tiveram muita parte de Eros nos sentimentos do casal. O termo erótico é derivado de eros. Eros é o que inicialmente liga os casais, mas Eros também possui um lado ruim que pode acabar afastando os casais. Ciúmes, brigas, sensação de estar preso pelo outro, sensação de estar perdendo grandes oportunidade por causa do outro. Tudo isso também faz parte de Eros.

Philos é o amor amizade, o amor entre aqueles amigos que são para toda a vida, amor entre o companheiros de viagem, companheiros de armas, membros da mesma sociedade religiosa, mesma tribo. Philos pode ser sentido até mesmo por animais de estimação. Entre os casais com o passar do tempo, Philos também aparece. Os casais se tornam mais unidos, um começa a advinhar o que o outro pensa, eles começam a se comunicar com olhares, gestos. Em uma relação quando Eros falha ou fica apagado, é Philos que mantém os casais juntos.

Aristóteles disse que Philos é necessário como um meio para atingir a felicidade : “Ninguém escolheria viver sem amigos mesmo se tiver todos os outros bens.”

Ágape é o Amor total. O Amor que preenche, o Amor que devora. Ágape refere-se ao Amor espiritual ou “superior”, oposto a Eros, o amor “inferior” ou sexual. Ágape pode ser considerado como um Amor devocional de adoração, é o Amor que permeia e impele a criação. Ágape representa o amor divino, incondicional, com auto-sacrifício ativo, pela vontade e pelo pensamento.

“Quem conhece Ágape, vê que nada mais neste mundo tem importância, apenas amar. Este foi o amor que Jesus sentiu pela humanidade, e foi tão grande que sacudiu as estrelas e mudou o curso da história. Sua vida solitária conseguiu fazer o que reis, exércitos e impérios não conseguiram. – Paulo Coelho”

Ágape está em Eros, Philos e Fraternal. Ágape nos relacionamentos é o brilho nos olhos, é a sensação de leveza, é o que deixa o mundo mais colorido, mais belo.

Esses quatro amores podem ser sentidos por todos. E podem ser submetidos a nossa vontade. Podemos aprender a amar. Como eu disse no começo, você não acorda amando alguém. Como? Mais para frente eu conto. Afinal tenho que manter os meus dois leitores por aqui 😉