Arquivos Mensais: fevereiro 2008

Dirigir ou Pensar? Navegar ou Sentir?

Fato: Dirigir na cidade é um saco. Ponto. Aqui, para todos os efeitos estou falando de estradas (ou fora delas), ok?

Eu deixei até aonde deu para deixar para tirar a habilitação. Diferente de todos os caras de 18 anos, o meu maior desejo não era pegar o possante e sair por aí. Sei lá. Não tinha atração. Me enrolei até os quase 22 para tirar e só fiz porque precisava. Mas não gostava de dirigir. Dirigir na cidade é realmente irritante (e olha que Curitiba nem tem tanto carro assim). No trânsito a gente vê cada coisa e cada figura, que meudeusdocéu.

Realmente eu não gostava e evitava ao máximo. Até que eu arrumei um trabalho que me exigiu viajar. Dirigindo.

Um viagem longa de carro tem seus vários pontos bons e ruins. Dependendo da companhia a viagem pode ser uma diversão ou uma chatisse. Dependendo do tempo, dependendo das condições da estrada, do movimento, e de mais uma dúzia de coisas, a sua viagem pode ser um passeio ou um estresse.

Mas uma viagem também tem os seus pontos altos. As paisagens.

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Batman e Superman no MSN

Batman – admite-se parceiro mirim. Necessário porte atlético e tragedia familiar diz:
perae…… telefone…..

Clark Kent– assine o Planeta Diário com 30% de desconto!! Informações aqui diz:
bele.

Batman – admite-se parceiro mirim. Necessário porte atlético e tragedia familiar diz:
vortei. Era o alfred perguntado se eu queria algum rango…

Clark Kent– assine o Planeta Diário com 30% de desconto!! Informações aqui diz:
má tu não deu alforria pra esse velho ainda?? Tu é um animal mesmo…

Batman – admite-se parceiro mirim. Necessário porte atlético e tragedia familiar diz:
mas quem vai limpar os 140 quartos da mansão? As 62 versões do batmovel? Lavar meus 38 uniformes? 😛

Clark Kent– assine o Planeta Diário com 30% de desconto!! Informações aqui diz:
sei lá… contrata alguma camareira gostozinha pra ajudar ele (ou pra ele assediar pelo menos 🙂
hauihaiuahiuahiua

Batman – admite-se parceiro mirim. Necessário porte atlético e tragedia familiar diz:
não rola. só confio no alfred. Alem do mais, ele pode infartar com uma gosotzinha…

Clark Kent– assine o Planeta Diário com 30% de desconto!! Informações aqui diz:
porra. Pelo menos encomenda um robô ajudante que nem o do riquinho ou dos jetsons. Assim ce vai matar o veio!! Ce ta violando o estatuto do idoso!!

Eu sei que é baboseira mas eu me parti de rir. Original aqui : http://cientistasocialnerd.blogspot.com/2008/02/batman-e-superman-no-msn.html

Eagle

It is not necessary for eagles to be crows.
– Chief Sitting Bull

It is better to travel alone.

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If you find an intelligent companion, a wise and well-behaved person going the same way as yourself, then go along with him, overcoming all dangers, pleased at heart and mindful.

But if you do not find an intelligent companion, a wise and well-behaved person going the same way as yourself, then go on your way alone, like a king abandoning a conquered kingdom, or like a great elephant in the deep forest.

It is better to travel alone. There is no companionship with a fool. Go on your way alone and commit no evil, without cares like a great elephant in the deep forest.

It is good to have companions when occasion arises, and it is good to be contented with whatever comes. Merit is good at the close of life, and the elimination of all suffering is good.

– Buddha, Dhammapada.

Precisa dizer mais?

Também acho que não.

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Life is too Short

– Então…
– Então…
– Faz tempo, não é?
– É.
– De volta ao velho estilo ultrapassado de papel+caneta?
– Parece que sim.

572005praca1.jpg

Uma praça de alimentação não é bem o local mais indicado para se pensar na vida. Mas, era uma noite de sábado, e ela estava praticamente deserta. Não que ele ligasse pra barulho, estava sempre ouvindo música. Nem tampouco ligava para movimento das pessoas. Até achava engraçado ficar observando o ser humano.

Era uma visão um tanto melancólica, e era isso o que ele achava. Era o que lhe parecia, vendo o mundo pelo reflexo do capacete sobre a mesa. Vendo a si mesmo. Há quanto tempo vinha fugindo disso? Dias? Meses? Anos, talvez.

Fugindo. Tinha se escondido atrás de diversão. Atrás de alienação. Depois, tentara se absorver em faculdade. Em trabalho. Em academia. Pensava que se estivesse cansado demais não iria ter forças para encarar a si mesmo.

Nada. Continuava não dando certo. Diabo, tentara se tornar um tralha. Talvez se virasse um daqueles que tanto odiava, aquele olhar perdesse um pouco do brilho. Um pouco do fio.

Também não deu certo. Era bobo demais até para se tornar um cafajeste. “Nunca serão” e “Certas coisas, nunca mudam” era o que passava na cabeça dele. Não iria conseguir enlouquecer, apesar desta ser uma saída atraente.

Então ali estava.

Olhando o próprio reflexo, veio-lhe uma frase na cabeça. Uma lembrança, um aviso.

Todos vamos morrer um dia.

Já estamos a caminho disso, na verdade.

O reflexo continuava fitando-o com aquele olhar afiado, que gelava a alma. Porém, o reflexo assentiu. “Você tem razão”.

Life is too short, to be little.

Eu não ia postar esse. Esse é mais um daqueles vários posts que eu escrevi, mas que no outro dia não pareciam tão-legais-assim e que estavam indo pro lixo. Ou passaram um tempo pendurados dentro do ‘Rascunhos’. Diferente dos outros, esse eu escrevi em papel. Oldstyle mesmo. Andei com essa folha dobrada no bolso a semana toda. Agora, quando fui jogar fora, resolvi postar 😛

Light Flicker

Certas coisas mudam com o tempo. Lugarem mudam, pessoas mudam, gostos mudam. Mas eu acho que tem uma coisa que (quase) não muda. O Medo. Tá, eu concordo que dá para superar certos tipos de medo e ficar acima disso, mas tem outros que não tem jeito.

Acho que todo mundo sabe que eu tenho medo de aranha. Medo não. PAVOR. Bichos com muitas perninhas não me dão o mesmo pavor que aranhas. Baratas, centopéias, mandaruvás. Sem crise. Se precisar para viver, até arrisco comer (“Viscoso mais gostoso”, certo Timão?). Mas aranhas me dão pavor. Quando eu vejo uma, a primeira atitude é recuar. Recuar e procurar o instrumento que vai matá-la (a distância) e que vai me fazer feliz com isso.

Já matei aranhas com toda a sorte de coisas, desde arremesso de botas, a machados. Desde pás ao rolinho com revista. Eu e aranhas não podemos conviver junto.

Esse é um tipo de medo que entra ano e sai ano e eu continuo tendo. É meio irracional, sei lá pq tenho isso. Outro medo que eu também tenho, e que revivi esses dias é esse efeito de Flicker da Lâmpada Fluorescente.

Sabe, quando ela tá para queimar e começa a ficar meio piscandinho? Meio dando umas falhadas. Poutz, isso me dá um cagaço receio que vcs não fazem idéia. Mas diferente do meu medo irracional com aranhas, esse aí eu sei daonde vem. Esse, vem do Doom.

Sim, do clássico.

E clássicos amigo, revivem. O Doom 3 está aí para mostrar isso. É um pusta jogaço!

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=qfolzxFachY]

Finalmente consegui um tempo para sentar e terminar essa beleza. A cada estágio novo, uma surpresa. Um novo cagaço, isso sim. E lá estão elas, as lâmpadas piscando.

Diferente do clássico eu não levei meses para terminar esse não. Em uma semana botei fim na invasão demoníaca. Relativamente rápido, se pensar que eu levei bem uns 5 anos para terminar o original. Claro que, contem nisso o tempo que eu não tinha PC e jogava na casa dos outros. E era um piá de bosta jogador inexperiente.

Aí só para ficar mais legal ainda, estava eu hoje trabalhando bem tranquilo, quando cai a energia. Hummm isso vai ficar legal, penso eu. Com a tempestade que está armando lá fora, isso vai ficar interessante.

Dá uns 5 minutos e a força volta. Acreditam que a maldita lâmpada, que fica bem em cima da minha cabeça, voltou com Flicker?

Pouta merda que desespero, viu…

Machados

Se por acaso algum marujo novato estive zapeando pelo navio, pensaria que tinha encontrado a câmara de torturas. Toda a sorte de instrumentos de corte estava ali, perfeitamente e no seu devido lugar. Haviam Machados-Duplos pendurados nas paredes. Martelos Nórdicos. Mais Machados. Todas as armas estavam polidas e brilhavam mais que a careca do Cass, o irlandês, ao sol.

Além de toda a sorte de instrumentos de corte, ali havia um grande Barril, com uma torneira. E uma grande mesa. E um balcão, no estilo das melhores tavernas do Reinado. E ali estava ele.

Era um homem imenso. Que inspirava respeito. Beirava os 2m, há muito já tinha passado dos 3 dígitos, mas longe de Gordo. Era Forte. Era Grande. Tinha ossos largos.

Ali era o único local do Navio que nem o Imediato e nem o Capitão mandavam. Ali era o território dele. Ali, ele era a Lei.

O Mestre Cozinheiro era realmente um especialista em retalhar carne e preparar comida para os tripulantes do Tien Long.

O Imediato estava parado à porta, e por um momento se permitia observar o Cozinheiro em Ação. Cantando uma canção, mesmo com o balanço do mar, o Grande Cutelo subia e descia com uma velocidade impressionante. Os pedaços de carne pareciam que se despedaçavam magicamente, tamanha a perícia no corte. E nem mesmo o balanço do Navio, nem mesmo aquela garrafa de Rum, que já se encontrava pela metade, diminuíam o espetáculo.

Cozinheiro: Sr. Imediato! Chegue!

Imediato: Olá Mestre. Como vai?

Cozinheiro: Muito bem, muito bem. Sente-se. Rum? Ótimo lote.

Imediato: Por Favor. Vim aqui saber se o Mestre vai descer em John Bull também.

Cozinheiro: Não. Tenho que terminar de cortar e salgar toda essa carne, antes que estrague. Tenho também que refazer as compotas de pimenta e cebola que foram usadas nesse tempero.

Imediato: Ah. Certo. Deseja alguma coisa de terra?

Cozinheiro: Não dei por falta de Nada. O Capitão também vai?

Imediato: Sim. Iremos eu ele e o Navegador.

Cozinheiro: Falando nisso, eu estranhei que ele não veio aqui ainda. Não bebeu nada.

Imediato: Também percebi isso. Ele está sóbrio como um Padre domingo de manhã.

Cozinheiro: Será que… ?

Imediato: Não sei. Eu e o Navegador tentaremos descobrir. Bom, preciso ir. Até.

Cozinheiro: Até. Sempre uma satisfação.

O convés do Navio estava uma correria. O Mestre Armeiro distribuía gritos sobre onde posicionar os canhões. O Mestre Gaijeiro berrava com seus subordinados para que as Velas e o Cordame ficassem bem amarrados. O Mestre Carpinteiro estava analisando o Mastro e murmurava sobre precisar de mais pregos.

O Capitão estava parado, ao lado do Navegador, no timão.

Capitão: Vire logo esse garoto e vamos botar os pés em Terra.

Navegador: Aye Aye, Cap’n

Capitão: Onde está o Imediato? Imediato!?

Imediato: Aqui Capitão.

Capitão: Hum. Vamos.

E eles desembarcam. Vários tripulantes desembarcam, a grande maioria ao chegar em Terra vai comprar o que deve comprar, vai visitar a Taverna e talvez “outros lugares” e voltará ao Navio.

Os 3 Oficiais vão apenas para beber e conversar.

Tenha em fé em Deus, Tenha fé na vida

[youtube 8OxlAOvAmZk]

Raul Seixas – Tente Outra Vez

Veja!
Não diga que a canção
Está perdida
Tenha em fé em Deus
Tenha fé na vida
Tente outra vez!…

Beba! (Beba!)
Pois a água viva
Ainda tá na fonte
(Tente outra vez!)
Você tem dois pés
Para cruzar a ponte
Nada acabou!
Não! Não! Não!…

Oh! Oh! Oh! Oh!
Tente!
Levante sua mão sedenta
E recomece a andar
Não pense
Que a cabeça agüenta
Se você parar
Não! Não! Não!
Não! Não! Não!…

Há uma voz que canta
Uma voz que dança
Uma voz que gira
(Gira!)
Bailando no ar
Uh! Uh! Uh!…

Queira! (Queira!)
Basta ser sincero
E desejar profundo
Você será capaz
De sacudir o mundo
Vai!
Tente outra vez!
Humrum!…

Tente! (Tente!)
E não diga
Que a vitória está perdida
Se é de batalhas
Que se vive a vida
Han!
Tente outra vez!…

Um dos melhores músicos brasileiros. Um cara inteligente pra caramba, que fez um monte de musica show de bola, que muitas vezes dizem muito mais nas entrelinhas do que se imagina 😛

Eu ando meio deprimido, sabe? Sei lá. Acho que o “Efeito Matanza” passou, doutor. Foi divertido pra caramba, mas passou. E eu acho que estou agora meio que no “Efeito Ressaca” (ou o que quer que vc vá chamar).

E estava eu hoje, dando aquela olhada estratégica lá para fora, lááááá longe, esperando meu PC voltar a funcionar, quando começou a tocar (no shuffle total) essa música do Raul.

Graaaande Raul.

O Livro

A Cabine do Capitão talvez fosse o melhor lugar do navio. Em todos os navios via-se muito luxo, ouro, jóias, tesouros inimagináveis. Coisas muito belas, muitos vestidos de donzelas que por ali passaram (e que nunca ficaram, pois todo mundo sabe que mulher em navio dá Azar). Normalmente era um cômodo enorme, na melhor localização do Navio e também no lado mais protegido dos canhões inimigos.

Mas não ali.

O Navio ali era diferente. A Tripulação era diferente e, o Capitão também era diferente.

Não que fosse menos ranzinza, ou ainda cordial. Isso eram características de um bom Imediato.

Mas o Capitão do Tien Long não se reservava o direito de viver no conforto enquanto sua equipe sofria. Afinal, ele tinha sido eleito, de forma justa e por todos, como o Capitão. O Capitão tinha sim seu quarto separado dos outros, mas raramente dormia nele. Os aposentos do capitão estavam mais para uma sala de Reuniões, de partilha de Butim e traçamento estratégico, do que para um local de Luxo.

Claro que convém comentar que, por ser afastado dos alojamentos da tripulação, em um canto escuso do Navio e também por (e principalmente por) ser bem afastado da Cozinha e seus Barris de Rum, dificilmente o Capitão encontrava o caminho de volta, bêbado que nem um gambá.

Outrora era muito comum vê-lo andando pelos corredores a noite, trançando as pernas, muitas vezes apoiado em um dos Mestres do Navio e dizendo: Eu não estou bêbado, eu só pareço bêbado. Eu estou fingindo.

Mas isso não tinha acontecido ainda. Eles estavam a duas noites no Mar e o Capitão continuava sóbrio. E estava em seus aposentos.

Há duas horas ele estava sentado na frente do Livro. Poucos Piratas sabiam ler na verdade, mas em seu Navio era diferente. Todos sabiam, pois todos tinham chance de ser o Capitão e, o Capitão sempre precisa ler. Ele sempre precisa ler AQUELE livro. O Livro do Código.

Os capitães piratas tinham de seguir este regulamento à risca, pois a sua tripulação poderia revoltar-se contra o seu capitão, por exemplo, deixando-o numa ilha deserta, só com uma bala e pouco mais.

E lá estava ele, sentado com o livro sobre a mesa, fechado. Os momentos dos ultimos dois anos de prisão repassavam em sua mente. Ele lembrava de cada tarde preso, de cada vez que sentia o cheiro do Sal no vento e que sabia que era no mínimo injusto tê-lo colocado ali. Mas agora ele estava livre, e tinha o seu navio e sua tripulação de volta. E, para isso, precisava lembrar-se do Código. Ele sabia que não precisava ler, porque não tinha se esquecido de nada. Não havia modo de fazê-lo esquecer.

Mas mesmo assim ele abre o livro.

I – Todos os homens têm voto nos assuntos do momento e têm igual direito a provisões frescas ou a licores fortes, a qualquer momento desejado e podem usá-los a seu bel-prazer, a não ser que escassez torne necessário, para o bem de todos, votar o racionamento.

II – Todos os homens só têm de ser chamados no seu turno, seguindo a lista, pois eles podem, nos seus turnos, descansar e fazer algo livremente, mas se eles defraudarem a Companhia no valor de um dólar no prato, jóias ou dinheiro, têm o castigo de serem abandonados numa ilha deserta. Se o roubo ocorrer apenas para com qualquer outro marinheiro da tripulação, eles contentam-se cortando as orelhas e o nariz ao culpado, e deixando-o numa costa inabitada, não num sítio qualquer, mas num sítio onde navios o possam encontrar.

III – Nenhuma pessoa pode jogar às cartas ou aos dados por dinheiro.

IV – As luzes e as velas têm de ser apagadas às oito horas da noite. Se alguém da tripulação, depois dessa hora querer continuar a beber, terá de o fazer no convés.

V – Têm de manter as suas peças, pistolas, e restantes armas limpas e prontas para batalhar.

VI – Nenhum rapaz ou mulher é permitido(a) estar entre homens. Se algum homem for encontrado a seduzir ou a fazer sexo, e levá-la até ao mar, disfarçando, ele sofrerá ate morte.

VII – Quem abandonar o seu navio ou o posto de combate, deverá ser castigado com a morte ou ser abandonado numa ilha deserta.

VIII – A lei de parley so usa-se por capitaes em situacao de risco , as disputas de todos os homens devem ser terminadas em terra com os alfange.

IX – Nenhum homem pode falar em desistir da vida de pirata, sem antes ter partilhado 1.000 libras. Se para isso, algum homem tiver de perder um membro, ou tornar-se incapacitado para o seu serviço, ele teria de ter 800 dólares, fora do armazenamento público, e por ferimentos, proporcionalmente.

X – O capitão e o contramestre têm de receber dois quinhões do saque. O imediato, o mestre, o oficial e o homem de armas, um quinhão e meio, e outros oficiais, um quinhão e um quarto.

XI – Os músicos podem descansar no dia religioso de Sabbath (Sábado entre os judeus, Domingo entre os cristãos), apenas à noite, mas nos outros seis dias e noites, não poderão descansar sem um favor especial.

É, ele se lembrava de tudo. Claro. Ele era o Capitão.

E era melhor ir ver o que aqueles cães sarnentos estavam fazendo por que estava demorando por demais para chegarem na primeira parada.

Mafia Pirates

Cenario: Uma sala pequena, coisa de 3m x 3m. Parades e teto de madeira, envernizadas. Uma janela quadrada, de vidro antigo, meio fosco, virada pro Mar. Uma grande prancheta no meio da Sala. Uma banqueta na frente da prancheta e muitos, muitos papéis distribuídos de forma aleatória por ali. Um astrolábio, várias cartas náuticas coladas nas paredes, alguns calendários, um mapa mundi, um ábaco. E um homem sentado na banqueta.

Ele estava perdido em pensamentos. Perdido em cálculos, fascinado com os números. Fascinado com o seu talento natural de direção, de raramente não saber para que lado era o Norte. Sempre o Norte. Ele estava perido em devaneios quando 3 batidas na porta o despertam. Ele já sabia quem era.

O outro entrou. Muito bem vestido, trajes muito bem arrumados, bem caídos ao corpo. Não chegavam a ser justos, mas caíam muito bem. O cabelo que fora longo e tinha sido cortado recentemente estava muito bem alisado e o olhar apertado denotava a necessidade de lentes, mas ele nunca iria admitir isso.

Imediato: Tudo pronto?

Navegador: Aye. Todas as rotas estão traçadas. E revisadas. Teremos bons dias pela frente.

Imediato: Ótimo. Nosso navio está pronto. Doca 23.

Navegador: Aye. Irei levar o material para lá. Soube que nosso Capitão desembarca hoje.

Imediato: Sim. E ele vai querer que o navio saia assim que possível.

Ele estava encostado sobre a Amurada. Podia para ver toda a Orla e aquela hora as gaivotas gritavam e voavam para lá e para cá. Anos haviam se passado, e ele queria saber se sua tripulação não tinha ficado enferrujada (e eles queriam saber se ele continuava com “tato” para o comando). Os anos preso na ilha da Marinha tinham voado, apesar de tudo. E graças à Rebelião, ele estava livre.

Cenario: Doca 23. A Escuna estava ancorada voltada para o Mar. Os vários tripulantes estavam atarantados, correndo para lá e para cá. Havia muito serviço a ser feito, antes que o Capitão retornasse. Os 60 homens estavam dando tudo de si para colocar a velho Tien Long em ordem, depois de anos ancorado na ilha da Tartaruga.

No deck principal, os Mestres do Navio estavam reunidos.

Imediato: Todos Prontos?

Navegador: Aye. O tempo está bom, um bom vento sopra.

Imediato: Ótimo. Cozinheiro?

Cozinheiro: Aye, Aye. Metade do porão de carga do Navio está lotado de Bife, Carne de Porco, Cerveja, Sebo e Farinha.

Imediato: E o Rum?

Cozinheiro: É a outra metade do Porão.

Imediato: Aye. Armeiro?

Armeiro: 8 Canhões limpos e lustrados.

Imediato: Aye. Carpinteiro?

Carpinteiro: Aye. Toda a reforma do casco está pronta.

Imediato: Aye. E…

Capitão: Ahoy!! Seus vermes imundos!! Ratos de Água Doce!! Navegador: Levantar âncoras, vamos partir.

Onde está o Imediato? Imediato??? Espero que esteja tudo pronto, senão vocês vão conhecer o fundo do Mar.

Ergam a nossa Bandeira!

Vamos!

E assim eles vão, rumo à primeira parada: A Ilha de John Bull.