Arquivos Mensais: maio 2008

Little Girl Badass

(DN)

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Um dia eu terei uma filha assim.

O risco de arriscar.

O Mytho no seu blog “Você não acreditaria”, fez hoje um post sobre o Gato de Schrödinger. Tirando toda a parte de Fisíca/Ficção científica e deixando o assunto bem simples de forma que leigos como eu e você consigam ler.

O interessante foi ver que ele também conseguiu deixar a discussão mais filosófica:

Toda e qualquer mudança traz em si a promessa de coisas boas e coisas más. A única maneira de transformar incertezas em certezas é abrindo a caixa. Arrisque.

Isso me lembrou um diálogo do De Volta para o Futuro III, quando o Trem destrói o DeLorean e o Doc reaparece.

Jennifer: Doutor Brown, Eu troxe esse papel do futuro e agora o que tinha escrito nele apagou.
Doc: É claro que se apagou.
Jennifer: Mas o que isso significa?
Doc: Significa que o seu futuro ainda não foi escrito. O de ninguém foi. O seu futuro será o que você conseguir. Então vá em frente e façam dele um bom futuro.
Marty: Nós iremos Doc.

Uma tarde filosófica por aqui 😛

Desapego

– Hahaha. Mas nem era dela que tava falando. Ou vc acha que seus conflitos morrem nos seus 24 anos?
– Nao doutor, acho que nao.

– Assistiu V de vingança? O V diz que vc alcança a redenção depois de superar o medo da morte. Vai ver era o seu caso.

– Pode ser. Na verdade, minha conclusao é semelhante. Toda grande mudança na vida, exige uma mudança de personalidade. Quer seja quando vc começa uma faculdade, começa a trabalhar ou começa um relacionamento. Essas mudanças sao devido a novos tipos de responsabilidades, novas atividades ou novas experiencias pelas quais vc passa. O caso é que vc desenvolve toda uma identidade nova a partir daquele momento.

– Isso mesmo.

– O ruim no final dessas coisas, qundo vc é demitido, chutado ou tem que parar com a faculdade é que aquela identidade que vc havia criado morre (ou é morta). Por isso que parece que tomaram o mundo de você. Eles tomam a sua forma de ver o mundo. “Não é o fim do mundo, é o fim do SEU mundo”

– A pergunta que fica é: E quando passa?

– A resposta é simples, claro. Não passa.

– Não passa?

Não. Se aquela identidade morreu (e a vida não é como nos quadrinhos que morrer não significa estar morto), só nos resta 3 coisas. A primeira é lamentar isso. “Poxa, mas eu gostava tanto daquilo”. A fase de lamentação é a mais difícil de ser superada. E na verdade, só pode ser superada na próxima fase. O Desapego.

– Dalai lama fala muito sobre desapego.

– Exato. Tem que deixar a identidade anterior partir. Não é apenas questão de querer voltar para aquele estado de qualquer jeito. Não tem mais volta. Suas experiências mudaram. Você evoluiu, quer seja para melhor ou para pior. Não há o que fazer. É como derrubar óleo em um balde com água. Não dá para separar.

Só quando você deixa de se apegar a sua imagem anterior e a deixa partir, você chega ao terceiro estágio. Contruir uma nova identidade. Só com a criação de uma nova identidade, que muitas vezes vai incluir muito da anterior, principalmente as partes que davam certo, é que é possível fechar o ciclo todo. Só então é possível ver tudo o que estava na sua frente, mas que você havia fechado os olhos para não ver. É como diz aquele conto Zen, “Eu deixei a garota lá, você ainda a está carregando?”

tanzan e ekido certa vez viajavam juntos por uma estrada lamacenta. Uma pesada chuva ainda caía, dificultando a caminhada.

Chegando a uma curva, eles encontraram uma bela garota vestida com um quimono de seda e cinta, incapaz de cruzar a intercessão.

“Venha, menina,” disse Tanzan de imediato. Erguendo-a em seus braços, ele a carregou atravessando o lamaçal.

Ekido não falou nada até aquela noite quando eles atingiram o alojamento do Templo. Então ele não mais se
conteve e disse:

“Nós monges não nos aproximamos de mulheres,” ele disse a Tanzan, “especialmente as jovens e belas. Isto é perigoso. Por que fez aquilo?”

“Eu deixei a garota lá,” disse Tanzan. “Você ainda a está carregando?”