Arquivos Mensais: outubro 2008

Isso aqui é faroeste, amiguinho!

O tempo urge. Jogo a chave do nosso Ford Taurus quinta geração para o Agiota. Penso em pegar meu furador de papel paraguaio, mas desisto. Os cães parecem estar empolgados. Tybalt dirige como um louco. Problematizo sobre quantos caras vamos enfrentar dentro do pub, mas temos quatro pares de supra-renais eufóricas que darão conta do recado. Adentramos no bairro de recreação, permeado por delinqüentes da burguesia remediada. Mas a brincadeira revigorante de surrar pós-adolescentes agora não me interessa, as próximas horas estão reservadas para o ninho do Águia Dourada. Um nome celta que não ouso pronunciar desponta à uma quadra à nossa direita. Teobaldo estaciona bem na frente, onde é proibido. A fachada irlandesa é de uma horrível cor-de-abóbora. OTAN sai primeiro e fica mais perto do carro; Porpeta é o mais apressado e vai à frente de todos, o braço esquerdo esticado com o distintivo na mão, aborrecendo com sua retórica parnasiana o único segurança estacado na porta.

– Vou entrar nesse púbis! Torce o bico pra tua mãe!

– Infelizm…

Agiota desloca o queixo do segurança com uma cotovelada. Porpeta abre a porta com um pontapé; rapidamente, OTAN e eu entramos com nossas Colts 8 polegadas com o intuito de render alguém que pareça ser um funcionário. A casa não está muito cheia, apenas algumas mesas estão vazias. Uma música alegre com gaita de fole permeia o fundo. Andamos até o caixa, uma jovem ruiva vestida de verde levanta as duas mãos para o ar.

– Pode levar o dinheiro! – ela diz, assustada.

– Cadê o gerente? – OTAN é um cara calmo, eficiente e aculturado. – Você tem 5 segundos antes que eu encarne um fomoriano e coloque esse bareco abaixo!

– Aqui atrás! Não me mate!

Tybalt cuida da entrada enquanto Porpeta retira as pessoas do bar a seu modo. Eu e OTAN andamos por um breve corredor parcamente iluminado, passamos pelos banheiros até uma escada no fim do corredor. Olhamos para cima. Um sujeito alto, caucasiano louro e com um terno cinza-chumbo nos aguarda lá em cima, apontando uma Desert Eagle em nossa direção. É o Águia, e ele está preparando sua caça. Tenho a leve impressão que o tenhamos subestimado

Papo Volvos é uma série de Histórias que beiram um estilo policial noir, daqueles filmes clássicos que ninguém faz mais. É violento, descritivo, cheio de personagens marcantes de nomes estilosos e mostra uma faceta da lei que todos sabem que existe, mas poucos admitem.

Policiais (ou não) durões, abrindo caminho no meio de intrigas e ciladas usando nada mais do que socos, pontapés e um bom tiro de .380, a equipe de Papo – Papo, OTAN, Agiota e Porpeta – roda pela cidade em um Ford Taurus nas horas em que os bons moços estão dormindo e os bordéis estão cheios de adolescentes de classe média e desempregados deprimentes.

Para quem gosta do estilo é viciante. Leia mais no site Papo Volvos e veja ser escrito aos poucos, o que vai se tornar um Grande Livro.

It’s hard to keep an open heart

[youtube 8SbUC-UaAxE]

When I look into your eyes
I can see a love restrained
But darlin’ when I hold you
Don’t you know I feel the same
‘Cause nothin’ lasts forever
And we both know hearts can change
And it’s hard to hold a candle
In the cold November rain
We’ve been through this
Such a long long time
Just tryin’ to kill the pain
yeahh..
But lovers always come
And lovers always go
And no one’s really sure
Who’s lettin’ go today
Walking away
If we could take the time
To lay it on the line
I could rest my head
Just knowin’ that you were mine
All mine
So if you want to love me
Then darlin’ don’t refrain
Or I’ll just end up walkin’
In the cold November rain

Do you need some time
On your own
Do you need some time
All alone
Everybody needs some time
On their own
Don’t you know you need some time
All alone

I know it’s hard to keep an open heart
When even friends seem out to harm you
But if you could heal a broken heart
Wouldn’t time be out to charm you

Sometimes I need some time
On my own
Sometimes I need some time
All alone
Everybody needs some time
On their own
Don’t you know you need some time
All alone

And when your fears subside
And shadows still remain
I know that you can love me
When there’s no one left to blame
So never mind the darkness
We still can find a way
‘Cause nothin’ lasts forever
Even cold November rain

Don’t ya think that you
Need somebody
Don’t ya think that you
Need someone
Everybody needs somebody
You’re not the only one
You’re not the only one

Don’t ya think that you
Need somebody
Don’t ya think that you
Need someone
Everybody needs somebody
You’re not the only one
You’re not the only one

Don’t ya think that you
Need somebody
Don’t ya think that you
Need someone
Everybody needs somebody
You’re not the only one
You’re not the only one

Dont ya think that you
Need somebody
Dont ya think that you
Need someone
Everybody needs somebody

Passei o dia com essa música na cabeça. Acho que ouvi umas 200x hoje.

Outra das minhas favoritas. Essa música é muito tudo. É muito foda, é muito bem tocada (a guitarra fala!),  as trocas de ritmo são ótimas, os violinos aparecem! e o clipe é muito foda, só é muito muito triste. Uma das coisas que eu acho legal é que as mensagens que o clipe passa e que a música passa são ligeiramente diferentes. Se complementam, por assim dizer.

É basicamente desse clipe que eu tirei aquela idéia (idiota?) de querer casar de dia, que todas as ex-pretendentes odiavam. Olha que legal que fica. Claro que, aquele casamento do Sam no final do SDA acabou com toda e qualquer vontade que eu tinha de casar de noite 😛 O clipe é muito legal, todo aquele lance de casamento e festa ali eu acho demais. Muito bacana o estilo do Padre e dos convidados.

Eu ia explicar, mas o video e a música já sao auto-explicativos. Agora me diz:Ela tinha que morrer no final, assim, do nada?