Arquivos Mensais: janeiro 2009

89, 99, 2009…

time

Esse começo de ano foi diferente. Ao invés de ficar pensando no ano que passou (2008), de ficar pensando no que deu certo, no que deu errado e no que deu MUITO errado, eu resolvi fazer diferente. Não que essas retrospectivas não sejam boas, mas é que são chatas pra burro. Além de que vc sempra acaba se focando mais no que deu errado do que no que deu certo.

Então que para esse ano eu resolvi fazer diferente. Eu resolvi parar e ver aonde estou hoje em dia e aonde eu queria estar 10 anos atrás e 20 anos atrás. Foi divertido.

Em 1989 eu tinha 6 anos. Eu queria ser um cientista quando crescesse. Um desses doutores amalucados dos desenhos e filmes, tipo o Doutor Brown do “De volta para o Futuro”. Um inventor. Alguem que inventasse coisas, porque eu vivia fazendo as minhas mini-invenções mirins. Não era nada muito avançado, mas eu não conhecia crianças que desmontassem carrinhos e fizessem modelos diferentes com as peças. Nessa época eu tinha uma motinho de plástico, desses estilão tico-tico e adorava. Eu também pensava que, se não desse certo como inventor, eu queria ser como o Jaspion (combater o mal me parecia um bom plano de profissão). Nessa época eu ficava pensando como seriam os ‘anos 2000’. “Noooossa! Vamos ter carros que voam, alienígenas estudando na sala de aula com a gente e viagens para o espaço!”.

Em 1999 eu estava com 16. Na verdade, eu lembro muito muito pouco de 1999. Não sei o que aconteceu, mas eu tenho um branco generalizado desse ano. Lembro um monte de coisas de 98 e de 2000, mas de 99 quase nada. Mas provavelmente eu era um adolescente que só ouvia rock pesado e tava pouco ligando para tudo. Eu não queria ser nada. Eu não queria trabalhar. A proximidade do fim dos estudos me deixava em pânico e o fato de escolher UMA só carreira para o resto dos meus dias era assustador.

Não tínhamos carros voadores, não haviam alienígenas e muito menos viagens galáticas. Eu queria subir em uma moto (porque era símbolo de rebeldia), eu queria ouvir rock (porque era música de rebeldia) e eu queria sumir. É, 1999 não foi um ano muito expressivo.

2009. DOIS MIL E NOVE. Uau. Dois mil e nove. Já reparou nisso? Para começar eu acho bom de escrever por extenso. Eu tinha a maior preguiça de escrever mil novecentos e noventa e nove. Dois mil e nove é muito mais prático.

Bem eu tenho uma profissão. Infelizmente não abriu a vaga de combatente do mal então eu tive que escolher a opção de cientista. Mas eu não sou bem aquele cientista maluco que sabe de tudo, mas eu trabalho inventando coisas. Eu escolhi uma profissão, mas continuo de olho em outras. Relacionadas, mas diferentes do que faço hoje. Acho que nunca vou conseguir para quieto e sossegar só em uma coisa. E bem, eu gosto de trabalhar. Não que eu goste de ir trabalhar, mas a independência financeira compensa o esforço.Afinal agora tenho uma moto. E uma guitarra.

Só o que me desanima dessa história toda de retrospectiva é que ainda não temos viagens interplanetárias. Eu queria tanto conhecer a galáxia…

Fechamento Anual

Hoje pela primeira vez em anos eu posso dizer que sei aonde eu gastei o meu dinheiro em 2008. Mas essa história começa um bom tempo antes…

Eu sempre fui gastador e consumista. Só consigo guardar dinheiro em último caso e mesmo assim é complicado. E, ser gastador me fazia passar aqueles apuros de olhar o saldo bancário e ver que sumiu 300 reais. “Me roubaram!” as vezes eu pensava. Mas que nada. Eu tinha gastado em baboseiras e nem tinha percebido.

Esses momentos de susto ao ver o saldo do banco eram frequentes (sem trema :P) e também eram frequentes os esquecimentos de pagar contas e as multas.

Aí, numa bela manhã de sol eu resolvi que ia acabar com isso. E comecei a procurar softwares de controles financeiros. Encontrei ferramentas muito boas, mas muito complexas. Eu queria algo simples, leve (que coubesse em um pendrive) e que fosse descomplicado. Algo melhor que uma planilha do excel mas sem frescuras.

Foi aí que apareceu MoneyLog Experience. Eu já acompanhava o Blog do Aurélio, o criador do MoneyLog, e vi o aplicativo aparecer e tomar forma. A primeira versão eu achei um pouco confusa e tentei usar mas sem sucesso. Por outro lado a versão 2 me conquistou e eu comecei os lançamentos. Até cheguei a desenvolver gambiarrar uma forma de usar Tags. Mas aí o Aurélio me apareceu com a versão 3.0.

E foi usando essa versão que eu acompanhei o meu orçamento e posso dizer tranquilamente que esse dado anual é 90% correto. Ocorreram alguns deslizes, mas nada que comprometesse o resultado final, que é o que eu mostro abaixo.

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É legal poder ver que mesmo “vivendo no bar” como disseram por aí, os gastos neles só chegaram a 1/4 do valor dos meus gastos mais sérios. Isso sem contar que esse ano tivemos uma super maratona etílica com a vinda do capitão no começo do ano e uma meia maratona de despedida de solteiro do Álvaro agora no fim do ano.

É legal poder ver quanto eu gastei com moto, gasolina, com a pós graduação e até mesmo com a minha namorada (não, não sou pão duro. É  namoro recente).

Os gastos com coisas relacionadas à entretenimento (categoria Nerd) continuam liderando. Aí eu incluí shows, eventos, livros, idas ao cinema, Dvds, e até o computador novo que eu comprei esse ano.

Então fica aqui a recomendação. Hoje em dia é tão mais simples usar um programa assim… é só guardar os papeizinhos do Visa Electron na carteira e fazer o lançamento semanal, como eu faço. O ruim ainda é contabilizar dinheiro vivo. Para se perder com ele é fácil fácil.

A meta para 2009 é ter mais de 95% de confiabilidade na lista. Será que eu consigo?

Life is what you make it

[youtube jyocDeGh7Qs]

We believe in going our own way, no matter which way the rest of the world is going.
We believe in bucking the system that’s built to smash individuals like bugs on a windshield.
Some of us believe in the man upstairs. All of us believe in sticking it to the man down here.
We believe in the sky, and we don’t believe in the sunroof.
We believe in freedom.
We believe in dust, tumbleweeds, buffalo, mountain ranges and riding off into the sunset.
We believe in saddlebags and we believe that cowboys had it right.
We believe in refusing to knuckle under to anyone.
We believe in wearing black, because it doesn’t show any dirt or weakness.
We believe the world is going soft, and we’re not going along with it.
We believe in motorcycle rallies that last a week.
We believe in road side attractions, gas station hot dogs, and finding out what’s over the next hill.
We believe in rumbling engines, pistons the size of garbage cans, fuel tanks designed in 1936, freight-train size headlights, chrome and custom paint.
We believe in flames and skulls.
We believe life is what you make it, and we make it one hell of a ride.
We believe the machine you sit on can tell the world exactly where you stand.
We don’t care what everyone else believes.
Amen.

Amém.