Arquivos Mensais: maio 2011

Never Ending

If you want to save our world, you must hurry. We don’t know how much longer we can withstand the nothing.

Bárbaros

Civilização dos Andes usava crânio de inimigos para beber cerveja – O crânio era a taça ideal para se beber o sangue do inimigo valoroso

No mundo todo, as histórias de horror são mais ou menos as mesmas: um famoso guerreiro, após matar seu inimigo, transformou o crânio do defunto em taça. Os exemplos reais desse tipo macabro de vasilha, no entanto, são raros – mas não inexistentes, como acaba de comprovar uma pesquisa publicada na revista científica “American Journal of Physical Anthropology”. Tudo indica que os membros de uma antiga civilização dos Andes peruanos gostavam de transformar a parte de trás da cabeça de seus adversários numa taça.

A descoberta é do arqueólogo e antropólogo Brian Clifton Finucane, da Universidade de Oxford (Reino Unido), que estudou um conjunto de crânios com cerca de 1.500 anos de idade, escavados no vale de Ayacucho (centro-sul do Peru). O sítio arqueológico de onde os restos vieram, conhecido como Nawinpukio, parece ter sido o centro de poder de um dos cacicados que existiam na região no começo da Era Cristã.

Os crânios datam de uma época de grande crescimento populacional, que precedeu o surgimento dos primeiros impérios na região. Ou seja, anos que provavelmente foram um prato cheio para conflitos por terra e recursos, o que talvez explique a presença desses artefatos sombrios.

Finucane contou ao G1 que os crânios, correspondentes a pelo menos oito indivíduos, foram encontrados em pedaços, colocados dentro de uma cova junto com fragmentos de cerâmica. “Pode ser que eles tenham sido destruídos ritualmente após a morte de seus donos”, diz ele — querendo dizer com isso não as pessoas cujo corpo incluía os crânios, mas sim outros indivíduos, que usavam as ossadas humanas como troféus.

As marcas de que isso realmente ocorria estão em quatro dos crânios, que sofreram modificações e perfurações, aparentemente para pendurar os restos humanos. O mais impressionante, no entanto, é um fragmento da calota craniana que foi cortado no formato de uma cuia — formato que foi reforçado por operações posteriores. “Além disso, ele tem semelhanças com vasilhas de cerâmica usadas no mesmo sítio e em outros locais do vale de Ayacucho durante esse período”, explica o arqueólogo.

Embora não tenha sido feita uma busca por resíduos de bebida — segundo Finucane, análises desse tipo só dariam positivo se envolvessem leite, sangue ou vinho –, o pesquisador arrisca um conteúdo para o recipiente: chicha, a “cerveja” de milho que era amplamente consumida pelas civilizações andinas.

Por que diabos alguém iria querer uma taça craniana em casa? Segundo Finucane, esses objetos seriam a prova de que seu possuidor era um bom guerreiro e, portanto, digno de um status elevado entre seu povo. “A principal divindade da cultura Wari, que existiu nessa região séculos depois, carregava cabeças como troféus. E os crânios provavelmente davam a seus possuidores vantagens na hora de conseguir parceiras”, avalia ele.

Apesar das muitas histórias sobre objetos desse tipo, o arqueólogo diz que há pouquíssimos registros de objetos similares mundo afora que tenham chegado até nós. Um dos relatos mais famosos sobre taças-crânio vem da Idade Média: no século 9, o rei dos búlgaros matou o imperador bizantino Nicéforo e transformou sua caveira em cálice.

Fonte: G1

Mais 5 minutinhos

Hahahahha  sempre assim, sempre assim.

Ouroboros

Ouroboros é um símbolo representado por uma serpente, ou um dragão, que morde a própria cauda. É um símbolo para a eternidade.

Está relacionado com a alquimia, que é por vezes representado como dois animais míticos, mordendo rabo um ao outro..

Segundo o Dictionnaire des symboles o ouroboros simboliza o ciclo da evolução voltando-se sobre si mesmo. O símbolo contém as ideias de movimento, continuidade, auto fecundação e, em consequência, eterno retorno.

Noutra interpretação, menos maniqueísta, a serpente rompe uma evolução linear, ao morder a cauda, marcando uma mudança, pelo que parece emergir num outro nível de existência, simbolizado pelo círculo.

Para alguns autores, a imagem da serpente mordendo a cauda, fechando-se sobre o próprio ciclo, evoca a roda da existência. A roda da existência é um símbolo solar, na maior parte das tradições. Ao contrário do círculo, a roda tem certa valência de imperfeição, reportando-se ao mundo do futuro, da criação contínua, da contingência, do perecível.

O ouroboros costuma ser representado pelo círculo. O que parece indicar, além do perpétuo retorno, a espiral da evolução, a dança sagrada de morte e reconstrução.

Geralmente, nos livros antigos, o símbolo vem acompanhado da expressão “Hen to pan” (o um, o todo). Remete-se assim, mais uma vez, ao tema da ressurreição, que pode simbolizar o “novo” nascimento do iniciado.

Fonte: Wikipedia